top of page

Você sabia que seu corpo conta uma história?

  • Foto do escritor: Carol Mariottini
    Carol Mariottini
  • 8 de mai.
  • 2 min de leitura

Você já sentiu que o seu corpo carrega marcas que não são apenas físicas?


Marcas do que foi dito sobre você, de olhares, julgamentos… ou expectativas que, aos poucos, foram moldando a forma como você se enxerga hoje.


Nem sempre o que vemos no espelho é apenas o reflexo do corpo. Há também o olhar, o nosso e o dos outros, desenhando silenciosamente os contornos daquilo que acreditamos que deveríamos ser.


Vivemos em um tempo em que o corpo não apenas se sente, mas também se mede, se compara e se edita. A imagem deixou de ser apenas uma representação: para muitas pessoas, ela passou a definir valor, pertencimento e até a sensação de ser suficiente.


Nesse cenário, a relação com o corpo pode se tornar atravessada por exigências constantes. Existe uma pressão silenciosa para alcançar um ideal de aparência, produtividade e controle como se houvesse sempre algo a melhorar, corrigir ou esconder.


E, diante desse espelho que exige perfeição, muitas vezes o sujeito tenta habitar um corpo que já não sente como seu.


A autoimagem deixa de ser apenas uma percepção sobre a aparência e passa a se transformar em um território de conflito: entre o que é vivido, o que é visto e o que se espera.


Por trás da insatisfação constante com o corpo, nem sempre existe apenas uma questão estética. Às vezes, existem histórias de comparação, rejeição, críticas, tentativas de pertencimento ou experiências emocionais que foram sendo inscritas silenciosamente na forma como alguém passou a se enxergar.


A gente vive em um tempo de comparações e edições constantes. Mas, na terapia, é possível começar a “deseditar” essas cobranças externas e construir uma relação mais gentil e verdadeira com o próprio corpo.


Porque o corpo também fala sobre afetos, vivências e dores que, muitas vezes, nunca puderam ser colocados em palavras.


O seu corpo conta uma história.

E nem tudo o que disseram sobre ele precisa ser a palavra final.


Talvez a terapia não seja sobre aprender a amar o corpo o tempo todo, mas sobre construir um olhar menos duro, menos punitivo e mais humano sobre si mesmo.


Que tal começar a dar novos contornos aos capítulos que ainda seguem abertos?

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Auto cuidado ou auto cobrança?

Antes, o ideal era o corpo perfeito. Hoje, ele vem acompanhado de uma nova cobrança: o estilo de vida perfeito. Acordar cedo, água com limão, exercícios, leitura, produtividade, equilíbrio, skin care.

 
 
 

Comentários


bottom of page